segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008


Steven Klein Studio

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Cadáver Esquisito
Deixa-me ficar assim, de costas viradas. Deixa-me ficar assim. *
Não gosto de coisas puras.
Gelado, frio, molhado.˚
Chamássemos Dezembro a cada frase em que morremos para renascer. '
Estou a viver em mim próprio como num comboio a andar. ¨
E então viras-te para mim e dizes: *
amarelo e depois mistura-se azul, afinal é fácil fazer a esperança.
Nas chamas do inferno, não, espero eu ˚
mas já tenho o meu roteiro para o purgatório. ˚
Perdoa-me se vivo para lá do mar onde todos os corpos se afundam. '


* marta / ∆ sílvia / ˚ josé / ' nuno/ ¨ stefan

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008










[fotomontagem: imagens david lachapelle//texto herberto helder]

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

[eugenio recuenco]
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v.....a.....n.....i.....d.....a.....d










e......g......i.....p.....t










f......e.....m..... IV






















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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008




há uma
rotação



irreparável do teu corpo
irreparável quer dizer que já não a
podes parar
irreparável é alumbrada a alegria




o ar fugindo



todo o mar subindo até
ocupar



todo o campo do céu e
contudo
pudesses respirar o ar irrespirável




contra todas as evidências em contrário,



a alegria



[imagens still de breathe me, Sia// texto de manuel gusmão]

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008







- temos um talento doloroso e obscuro.
construímos um lugar de silêncio.

de paixão
[herberto helder]


da paixão e do silêncio:




Consigo recuperar do momento o amor desfalecendo por inteiro nas minhas pernas.






Os corpos noturnos encadeiam entre si mensagens a velocidades letais.
É preciso prepararmo-nos para derreter, para evaporar, para vestir o chão, para vestir as paredes, para destilar, para violentar. A corrupção dos corpos é uma ordem.
.
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os dedos dele penetram o corpo dela. no momento em que jean-pierre vai escrever uma palavra no seu interior, nesse exacto momento em que o amor é um gesto circular, e a voz apenas um fio, mirella sussurra: "escreve o teu nome".
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Entendo peles de amar este corpo. Explica-me o resto a prender-te aqui em renúncia.
.





aqui nos falámos das pequenas tristezas e olha aquela é a cor exacta dos teus olhos. quem nos parte habita depois os lugares
longe longe
.




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estou a regressar. porque logo o amor se inventa, e o lugar regressa, diz-te (como se dissesse): sim, é aqui que tudo começa, que tudo se renova. o amor
é um mapa consideravelmente grande
.




[foto de there's only 1 alice]




quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008



















[con toda palabra//lhasa de sela]

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Um filme da tua ausência




Ela - Rosa dos Reis Cipriano
Realização - Marta
Filmado em Super 8
Junho 2006
Lisboa

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007


A senhora pergunta:

- Que vai ser de nós?

- Vamos morrer, diz a criança, tu vais-nos matar.



[texto/Marguerite Duras // imagem/ Erwin Olaf]


quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

representa um clima narrativamente simples, manifesto e corporal



representa a montagem do conhecimento essencial:
o nascimento das linhas, as quimeras da combustão.

Instrumento pessoalmente puro: um motor.



representa uma barreira de luz independente -
a pessoa: ilha emigrada, trabalho explosivo e negro.



então o clima pensa, os centros saem, o lugar
dificulta-se com água.



representa uma recitação recriando a vida solitária,
a sua casa noutra parte da luz.
minas onde a água se demora e morre.



representa uma praça interior que se agrava com
uma enchente de estátuas fortes.



representa uma fotografia que se insurge: violenta,
branca.






[texto/(filme)/herberto helder// imagens/ antoine d'ágata]





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